
Os itens permaneceram enterrados por 2.500 anos, na semana passada outros 13 sarcófagos foram encontrados
No último domingo (20), o Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito comunicou a descoberta de 14 novos sarcófagos na necrópole de Saqqara, a cerca de 16 quilômetros das pirâmides de Gize. Os itens que permaneceram enterrados por 2.500 anos, estavam no mesmo local, onde na semana passada, outros 13 sarcófagos foram encontrados. A necrópole de Saqqara faz parte da cidade antiga de Memphis, um patrimônio mundial da Unesco, e abriga a pirâmide de degraus de Djoser. Em imagens divulgadas pelo ministério, é possível notar o nível de preservação dos sarcófagos, com os desenhos e as cores bastante visíveis, com destaques para inscrições hieroglíficas. Além de intactos os itens permaneceram lacrados. O ministério afirmou ainda que novas escavações já foram planejadas. O órgão tem a expectativa de encontrar ainda mais itens, incluindo outros sarcófagos. Khaled al-Anani, ministro do Turismo e Antiguidades, afirmou que este é “apenas o começo”. As divulgações são uma forma de tentar reviver o turismo no país. Por conta das restrições impostas pela pandemia do coronavírus, o Egito sofreu uam queda considerável de visitantes. Em julho, as pirâmides de Gizé foram reabertas após três meses e, com o intuito de atrair turistas, as autoridades dispensaram as taxas de vistos de turismo no país, que já estava bastante afetado por conta da instabilidade política.
Descoberta anterior
Outros 13 sarcófagos já haviam sido descobertos no mesmo local. Os caixões foram encontrados a 11 metros de profundidade, empilhados um sobre os outros. Alguns deles estavam até dom as cores originais que foram pintadas quando lacrados e enterrados. Também foram encontrados três nichos fechados. Segundo especialistas, os caixões encontrados eram de pessoas da classe média ou trabalhadora. Isso porque não foram avistados itens preciosos que indicassem a presença de integrantes da nobreza. Os arqueólogos não descartam a possibilidade de encontrarem mais caixões nesses locais.
Fonte: Olhar Digital, em setembro de 2020