Onze mortos em fim de semana violento na fronteira da Colômbia com o Equador

Em “quatro confrontos diferentes” morreram “civis” e integrantes de duas gangues

Onze pessoas foram mortas no fim de semana em uma sequência de ataques no município colombiano de Tumaco (sudoeste), na fronteira com o Equador, informou o ministro da Defesa nesta segunda-feira (22). Em “quatro confrontos diferentes” morreram “civis” e integrantes de duas gangues que disputam o controle do narcotráfico na região, afirmou o chefe da pasta, Diego Molano, após chefiar um conselho de segurança nesta cidade do departamento de Narino. Segundo o ministro, no sábado foram encontrados dois mortos a aldeia de Caunapí e outro em Villa Rica. Na manhã de domingo, três assassinatos f oram registrados a cidade de Llorente e, à tarde, outros cinco em Porto Rico. A Colômbia vive em um feroz ataque de grupos armados após a assinatura do acordo de paz entre o governo e a ex-guerrilha da FARC em 2016, que só no ano passado deixou 381 vítimas em 91 massacres, segundo o observatório independente Indepaz. Até agora, em 2021, ocorreram 14 massacres ou assassinatos de três ou mais pessoas no mesmo incidente – com um saldo de 55 vítimas. Especialistas colocam a culpa da violência no fato do Estado não ter assumido o controle dos territórios deixados pelos rebeldes, o que facilitou a consolidação de quadrilhas de traficantes com a Contadores e a dissidência da ex-guerrilha das FARC conhecida como Oliver Sinisterra.

Narcotráfico

Com cerca de 9.800 hectares de coca, Tumaco é alvo de uma guerra mortal entre esses dois grupos dedicados ao narcotráfico, “mineração ilícita, tráfico de armas, extorsão, sequestro e contrabando”, denunciou o ministro. Molano ofereceu uma recompensa equivalente a cerca de 56.000 dólares por informações que permitem a captura dos líderes dessas gangues e prometeu “redobrar esforços” “para garantir a segurança. Embora o pacto de paz tenha atenuado a violência política, a Colômbia vive um conflito que há quase seis décadas opõe guerrilheiros, paramilitares, agentes do Estado e narcotraficantes, deixando mais de nove milhões de vítimas, a maioria delas deslocadas.

Fonte: EM, em fevereiro de 2021

Toio

Sou o Toio, meu nome é Cristóvão Andriolli e gosto de reescrever Notícias que acho interessantes

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